O que é que eu tenho que deixar de fazer?

Emília Alves - 25/06/2019

O grande desafio de todos nós é fazer mais, mais e mais, para ter os resultados que queremos ou ambicionamos. E se somos empresários, esta pressão ainda cresce exponencialmente, porque temos equipas que dependem de nós, cujos salários temos que pagar no final do mês, e para isso temos que fazer dinheiro, ter liquidez, crescer, fazer mais!

 

Será que isto está correcto?

Será que tudo isto faz sentido?

 

Há dias, quando estava a ver um vídeo de Marshall Goldsmith, considerado um dos melhores coaches do mundo, e que tem como clientes os mais reputados e também mediáticos clientes das grandes empresas listadas na Forbes 500 e não só, reflecti, como sempre faço quando inicio um processo de coaching, que o foco não deve ser sobre o que temos que fazer mais; mas melhor, e sim, o que é preciso parar de fazer; o que preciso deixar de fazer para ser mais productivo e ter a minha equipa mais motivada, envolvida e a ter melhores resultados.

 

Marshall Goldsmith na sua intervenção sobre liderança num Fórum Internacional em 2018, referia-se exatamente àquilo que os CEOs, ou futuros CEOs ou outros lideres dentro da organização buscam quando contratam um coach. E se nos EUA se sabe muito bem do que trata o Coaching, no nosso país a nebulosa adensa-se, face à falta de conhecimento sobre algo que ainda é muito recente e à não regulamentação da profissão.

 

Em boa verdade, é o mercado que faz a seleção natural dos coaches, de acordo com as suas certificações e o reconhecimento que as mesmas têm, ou mesmo através de experiência dos seus pares que estiveram envolvidos num processo de coaching individual ou em grupo, executive ou business coaching. E no final, o processo de coaching é sempre um processo individual de mudança!

 

Contratar um Coach para o orientar num processo de coaching implica a aceitação da disponibilidade para a mudança e para o crescimento como pessoa, das suas competências e talentos, de hábitos e de crenças mais ou menos limitadoras e por vezes mesmo assustadoras.

 

Contratar um Coach significa sempre uma relação de coaching individual, mesmo quando somos empresários e estamos com o nosso sócio ou sócios num processo de business coaching, porque se o foco é ter melhores resultados a nível empresarial, ter mais tempo, mais dinheiro, mais equilíbrio, mais consistência na entrega do produto ou serviço, saber para onde vai a sua empresa; qual o destino: o foco é sempre em si como indivíduo!

 

Se o empresário não crescer, a empresa também não cresce; se o empresário não desenvolver as suas competências e as suas capacidades, a sua empresa vai estagnar, em que todos fazem o que sempre fizeram, o que implica terem resultados similares ou piores; se a o empresário não mudar de hábitos, pouco ou nada mudará….

 

E o que tem que mudar pode ser somente ter que deixar de fazer muito do que está a fazer e que não está a resultar. Já alguma vez se questionou que pode estar a fazer mais do que devia, por si e pelos seus colaboradores, trabalhando imerso nas operações e cuidando da equipa, dos clientes e do negócio? E quem cuida de si?

 

Se ainda não o fez é tempo de se questionar:

  •  Estou a delegar tudo o que posso delegar?
  •  Tenho em quem delegar? O que preciso para ter?
  •  Quantas horas estou a trabalhar diariamente e quantas deveria estar?
  •  Tenho equipas autónomas, alinhadas, geridas por sistemas bem implantados?
  •  Quem está a cuidar dos meus clientes? E como?
  •  Os meus colaboradores acreditam em mim? Ou trabalham só para receber o salário no final do mês?
  •  Até quando quero continuar com este ritmo de vida ou até quando serei capaz de o aguentar?

 

Em suma; estou a ser o que quero ser ou estou a fazer demais e quem faz demais nada faz bem?

Então impõe-se a pergunta Afinal o que é que preciso deixar de fazer?

Assumir que vai ter que deixar de fazer algo que hoje ainda faz, parte de si e vai ser o principal beneficiário desta decisão.

 

A sistematização do seu negócio vai proporcionar ter equipas bem geridas e se as alinhar à volta da sua visão, da missão da sua empresa e da partilha dos valores basilares da sua cultura organizacional, vai permitir que delegue tudo o que são tarefas não estratégicas que outro colaborador pode fazer, que as suas equipas vão cuidar dos clientes, tornando-os fâs incondicionais do seu negócio e que vai ter a qualidade de vida que sonhou ter ao criar uma empresa de sucesso.

Portanto, repito: O que é que vai deixar de fazer?

E a resposta a esta pergunta impõe-se em qualquer processo de coaching individual ou em grupo, para optimizar os seus resultados.

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Emília Alves

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