business-coaching

Vamos falar de Coaching

Artigo é da autoria de Emília Alves, Business Coach da ActionCOACH Lisboa.
13 Março 2019

 

Coaching: o processo

 Afinal o que é um Coach e de que trata o Coaching?

 

Lembra-se das Histórias de Pinóquio, de Carlo Collodi  e do seu Grilinho Falante; o Grilinho Consciência, que nos fez sonhar na infância com os famosos cartoons?

Pois é, um coach é o seu Grilinho Consciência, mas ao contrário do original, este não o julga, nem o aconselha…..

 

A definição de Coach prende-se com a sua origem desta palavra, que significa literalmente coche, um veículo de quatro rodas, criado numa cidade húngara no sec XVI, e que era o modo mais confortável de viajar. A partir daí foi-se desenvolvendo o conceito de Coach como treinador desportivo, tutor, e como alguém que o ajuda a percorrer um caminho, na senda dos seus objectivos, sem qualquer interferência na sua vontade e nas suas decisões.

 

O conceito de Coaching está indissociavelmente ligado a Timothy Gallwey, tenista profissional e treinador, que constatou que os jogadores se confrontavam com dois adversários; o outro jogador e a sua constante autocrítica e condicionamentos mentais sobre as suas próprias capacidades, o que interferia na sua performance e nos seus resultados. O conceito de Inner Game é tão somente a competição que cada jogador trava com 2 adversários: o exterior e o interior.

 

O seu trabalho subsequente levou-o a treinar os jogadores de modo completamente diferente, trabalhando muito mais do que técnica e endurance física, o modo de eliminar essa auto-crítica e a terem uma atitude positiva, tendo culminado na publicação do seu livro “The Inner Game of Tennis”, em 1974.

 

Mas porque é que eu preciso de uma coach?

 

A insatisfação é um drive muito intenso por vezes, e na maioria delas não identificamos exatamente o modo de a colmatar. Sabemos que há um emaranhado de pequenas coisas com as quais não estamos satisfeitos ou então, há um novo desafio a encarar e não sabemos bem como.

Precisamos de chegar a um saber estar na vida que não conseguimos definir por diversas razões, nomeadamente:

 

 

– Surgiu algo urgente ou altamente atractivo, um desafio, uma oportunidade que não

sabe bem como encaixar no momento actual?

 

– o sucesso está a invádi-lo de um modo avassalador e a tornar-se problemático pois

não sabe lidar com ele e conciliar tudo o que precisa de fazer?

 

– quer acelerar o alcance dos seus resultados?

 

– existe um gap  entre as suas capacidades e competências e a confiança para avançar

face os recursos que tem à sua disposição?

 

– vida e trabalho estão em completo desequilíbrio e num ritmo alucinante, e não

consegue dedicar-se a ambos de uma maneira satisfatória, ou como gostaria?

 

– precisa de se redescobrir, redefinir objectivos com que se identifique no futuro

próximo?

 

Se está no meio de uma nebulosa de insatisfação e não sabe que escolhas fazer, qual o melhor caminho a traçar, então certamente precisa de um coach, o seu “grilinho consciência”.

 

 

Há 2 ou 3 décadas a grande maioria das organizações recrutava os seus colaboradores pelas suas competências técnicas, pelo posicionamento no ranking das universidades onde tinham completado o seu currículo académico e pela sua experiência profissional, se esta última fosse um requisito para a função… e, infelizmente, isto ainda acontece nalgumas organizações. Todavia, como o recrutamento se baseava somente nas competências técnico-profissionais, os despedimentos surgiam devido a inadequação do colaborador: questões comportamentais, incapacidade de relacionamento e integração nas suas equipas e de comunicarem eficazmente de uma maneira transversal dentro da organização e com os seus stakeholders.

 

 

A relevância do conhecimento dos colaboradores dentro das organizações pelas suas chefias diretas e através das avaliações de desempenho é de suma importância: o seu tipo de personalidade, o modo preferido de relacionamento e de comunicação e mesmo os seus hobbies e actividades fora das organizações como, por exemplo, voluntariado ou uma prática desportiva, como única base para um intervenção eficiente e eficaz na implementação de planos de desenvolvimento das designadas “soft skills”, para alavancarem as suas potencialidades  a nível de motivação e produtividade, bem como de redução de conflito e desenvolvimento de carreira, em que se observam os seguintes resultados:

 

– Melhor relacionamento entre chefias e os seus subordinados:

– Melhor relação de trabalho intra e inter-equipas e entre as diversas funções:

– Melhor relação de trabalho com a equipa executiva; e

– Melhor relação de trabalho entre as equipas comerciais e de pós-venda e de apoio ao cliente.

 

E aqui surge o Coaching como uma das ferramentas mais eficazes no desenvolvimento pessoal!

 

A International Coach Federation – ICF – define coaching como uma parceria com o cliente (coachee) através de um processo criativo de geração de pensamento, que o inspira a maximizar o seu potencial pessoal e profissional, particularmente importante hoje em dia no ambiente tão complexo, inseguro e imprevisível.

 

 

O coach considera que cada cliente é o perito da sua própria vida, e que cada cliente é um universo em si mesmo, criativo e com recursos próprios. A partir daqui, a sua responsabilidade como coach será de:

 

– Descobrir, clarificar e alinhar com o cliente o objectivo ou objectivos a alcançar;

– Encorajar o cliente à auto-descoberta;

– Conseguir que o cliente consiga chegar às suas próprias soluções e estratégias;

– Considerar sempre o cliente responsável pelas suas próprias escolhas e decisões.

 

Este processo ajuda o cliente a melhorar drasticamente a sua visão da vida e do trabalho, ao mesmo tempo que melhora as suas capacidades de liderança, desbloqueando o seu potencial.

 

O Coaching Profissional foca-se no estabelecimento de objectivos e gestão de mudança pessoal e, por isso, distingue-se de outros serviços profissionais; tais como terapia, consultoria, mentoring e formação.

 

Vejamos:

 

Enquanto que a terapia trata a dor e a disfunção, o conflito dentro do próprio indivíduo ou na sua relação com os outros, e é um trabalho feito por especialistas da área da saúde; a consultoria faz o diagnóstico, prescreve soluções  para o negócio, por vezes implementando-as; o mentoring proporciona todo um aconselhamento baseado numa vasta experiência profissional por parte de um perito, e a formação visa o alcance de objectivos de saber fazer por parte de um formador ou instrutor, que assume um percurso formativo de acordo com determinado programa, o coaching:

 

– apoia o crescimento pessoal e profissional, com base na vontade e iniciativa própria

de mudança, na senda de objectivos específicos, quer sejam pessoais, quer

profissionais;

 

– foca-se no futuro: onde se quer chegar;

 

– foca-se em delinear estratégias conducentes a esses objectivos;

 

– assume que tanto o indivíduo, como as organizações, são capazes de gerar as suas

próprias soluções, com o enquadramento de apoio e abordagens de descobertas do

coach;

 

– não aconselha, nem dá soluções, sendo os indivíduos, ou os grupos, que alcançam o

seu próprio objectivo;

 

– os objectivos são estabelecidos pelo coachee ou pelo grupo de coachees, sob a

orientação do coach, não havendo um programa estabelecido.

 

E sim, existem vários tipos de Coaching:

 

  • Life coaching ou coaching pessoal
  • Coaching Executivo
  • Coaching de Carreira
  • Team Coaching ou Coaching de Equipas
  • Business Coaching ou Coaching de Negócios

 

Todavia, seja qual for a designação, o Coach é de facto um Treinador, que o acompanha e o desafia a ser melhor, na senda dos seus objetivos, numa abordagem positiva; ou seja, numa

 

 

Abordagem Apreciativa:

 

Há todo um conjunto de técnicas utilizadas no processo de coaching que incorpora sempre uma abordagem apreciativa; ou seja, naquilo que é correcto, que funciona e onde se quer e é necessário chegar.

 

Nesta abordagem o coach vai utilizar modelos construtivos de comunicação e métodos que vão realçar a eficácia da comunicação pessoal através de perguntas generativas, de uma abordagem proactiva na gestão das oportunidades e dos desafios, enquadramento das observações e dando sempre um feedback positivo, focando-se numa visão de sucesso. Esta abordagem apreciativa é de muito fácil compreensão e utilização e tem um impacto profundo, gerando novas possibilidades e incitando à acção.

 

Avaliações:

 

Existe uma variedade de avaliações para um processo de coaching, dependendo mais uma vez das necessidades individuais, pessoais ou profissionais. Estas avaliações dão uma informação objectiva que, para além de permitirem a tomada de consciência e providenciarem um ponto de partida para o estabelecimento de objectivos e de estratégia, proporcionam também um método de avaliação do progresso que vai sendo alcançado.

 

 

Indicadores externos de performance:

 

              – Alcance dos objectivos estabelecidos no início do processo, por exemplo:

 

– mais rendimento, melhores resultados

– uma promoção,

feedback de terceiros: chefia, família, amigos e conhecidos, e

– qualidade de vida e bem-estar…

 

ou seja, algo que o cliente já avalia ou sobre o qual tem capacidade de influenciar e intervir.

 

 

Indicadores internos de sucesso:

 

– Avaliação e validação de avaliação feitos regularmente no processo de coaching pelo

próprio cliente, através da sua tomada de consciência e também dos seus grupos de

pertença; nomeadamente alteração da maneira de pensar e encarar determinados

temas que são importantes e criando acções mais eficazes, alterando os seus estados

emocionais que lhe possam inspirar uma maior confiança.

 

 

Se ainda tem dúvidas sobre o que é o Coaching, não hesite em contactar-me:

emiliamalves@actioncoach.com

 

 

 

 

 

O tempo é o seu ativo mais valioso. Descubra como aumentar a sua produtividade, trabalhar menos 10 horas por semana e conseguir mais tempo para a sua família e amigos!

 

Preencha os dados para receber o nosso eBook “Trabalhe menos 10 horas por semana e prospere financeiramente!”.

GESTÃO DE TEMPO

lm tempo ebook preview
EBOOK GRÁTIS

Partilhar:

Emília Alves

Licenciada em Línguas e Literaturas modernas, Inglês e Alemães, aprofundando a área da formação através de uma Pós-graduação e Certificação em Liderança Estratégica por Valores e Coaching, na Universidade Carlos III, em Madrid, homologada pela International Coaching Federation, de que é membro e Coach certificada. Carpe diem é o seu motto e sente que gostaria de ter muitos anos de vida para fazer tudo aquilo que gostaria de fazer como pessoa e como Coach, na senda da excelência e da maximização do seu potencial e dos seus coachees.

Últimos artigos de Emília Alves